Friday, February 29, 2008

break free

é incrível como as máscaras caem com o tempo, como ninguém muda, como tudo continua a mesma merda sempre e como isso me causa uma náusea indescritível diante da minha impotência. ninguém muda - as pessoas só fingem um pouco. mas não dá para fingir para sempre e a escrotidão sempre acaba jorrando como o pus de uma ferida mal curada.

eu só queria poder fazer alguma coisa.

essa raiva não vai me curar nem ajudar ninguém. eu aqui apertando os dentes em desespero não vou conseguir nada além de uma úlcera.

ainda bem que hoje é sexta-feira e a noite já caiu. um pouco de escapismo pode me ajudar só um pouco. só até amanhã. só um pouquinho.

ainda bem que essa semana já vai acabar.

Thursday, February 28, 2008

semana del diablo

minha filha está com uma virose, minha gata preferida caiu da janela (felizmente ela sofreu apenas uma microfratura na bacia e passa bem), o banco do brasil me investiga por fraude bancária devido a uma cagada exclusivamente deles (advogados?), eu morro de cólica, estourou um cano no banheiro, tenho que ir ao cartório pela décima vez no ano, pagar mil contas e meu siso grita como se a boca fosse dele.

será que o pessoal do departamento de macumba pode pegar um pouco mais leve, por obséquio? obrigada.


c.

Friday, February 22, 2008

diálogos que não deveriam existir

"o que você faz?"
"eu sou escritora."
"mas o que você faz?"
"eu escrevo."
"tá, mas o que você faz?"
"..."

eu es-cre-vo. por mais inacreditável que pareça, algumas pessoas pagam por isso. elas compram direitos para fazer peças e filmes, elas chamam para escrever em revistas, jornais e sítios, elas encomendam livros e os mais diversos textos, elas pedem traduções, elas convidam para confabular sobre assuntos, elas compram umas idéias mirabolantes às vezes. é assim. esse é o meu trabalho. vezenquando eu disco-teco e quando as coisas estiveram ruins demais eu vendi livros, roupas, sapatos e discos. faz tempo que não preciso fazer isso e espero não ter que fazer de novo nunca mais.

é isso que eu faço. escrever. e viver.

mais um abracinho,

c.

Wednesday, February 20, 2008

Nome Próprio (o meu é Clarah Averbuck)

Resolvi fazer alguns esclarecimentos aqui neste pessoal e intransferível blog.

Agora que o Nome Próprio começou a ser comentado por aí, voltou a velha e chata confusão de blog/vida/literatura/arte/outras pessoas que não têm nada a ver com isso. Bom, então vamos lá. Eu, Clarah Averbuck, autora de Máquina de Pinball, Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante e Vida de Gato, publicados respectivamente pela Conrad, Sete Letras e Planeta, ex-alimentadora do blog brazileira!preta, mudo desde 4/1/2003, além de ex-colunista do e-zine mandado exclusivamente por email CardosOnline, que existiu entre 1998 e 2001 e colaboradora de jornais e revistas, vou tentar evitar confusões que me enchem meu saco há muito.

Ter um blog ajudou a publicar um livro? Não sei. O livro já estava sendo escrito antes do blog existir e as pessoas da editora já eram familiares à minha escrita. Ter um blog ajudou o meu livro a ter mais projeção, isso sim. Mas antes do blog eu escrevia no CardosOnline. E o CardosOnline sim me abriu portas, os olhos e o coração para a literatura. Foi ali que eu vi que realmente queria escrever. Antes disso nem existia blog. O blog, para mim, sempre foi apenas uma ferramenta. Não existe literatura de blog. Não existe nada além da ferramenta e do meio - a internet - que me permite publicar sem intermediários e falar o que eu bem entender. Certo. Isso eu fazia no COL. Aí o COL acabou e um amigo me mostrou O Blog. Ótimo. Fui lá e fiz um, porque o COL tinha cinco mil assinantes, parte deles era feita de leitores meus e eu queria continuar escrevendo para eles. Pronto. Foi assim que aconteceu. O COL acabou em setembro de 2001. Eu mudei para São Paulo em julho de 2001. No meu terceiro dia aqui comecei meu primeiro romance, Máquina de Pinball. Algumas partes dele estão no blog. Algumas partes do blog estão nele. Mas ele não é um livro de blog. Ele sequer cita um blog em momento algum, com exceção da orelha. Meu segundo livro, Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante, é uma compilação de alguns posts do brazileira!preta e de outras coisas publicadas na internet. É um livro de blog. Meu terceiro livro, Vida de Gato, é um romance. Não é um livro de blog. A confusão, eu presumo, vem porque a matéria-prima usada para ambos - livros e blog - é a vida desta que vos escreve. Percebam, não estamos falando de um diário. Nem o blog chega a ser um diário, porque a partir do momento em que as coisas estão escritas já não importa mais se aconteceram ou não; são apenas histórias que devem ser lidas e apreciadas como tal. Há sempre exagero e drama por parte do escritor. Como eu mesma disse lá na Campus Party: não é tudo verdade, não é tudo mentira, não é tudo ficção - é arte. E, repito, deve ser apreciada como tal. Cada um faz o que bem entende com seu blog e é isso que faço no meu. O resto... bom, o resto que cuide da sua vida, seus blogs e dos assuntos de seu interesse. Esses assuntos não lhe interessam? Sua vertente literária é outra? Você gosta de blogs com dicas e links? A porta fica na barra do seu navegador, caro internauta.

O filme que o Murilo Salles fez baseado na minha obra não é meu. É dele. É a visão dele sobre a minha obra, escrever, a juventude, as mulheres, a internet, a exposição, o excesso, a solidão e muitas outras coisas. Eu não concordo com algumas delas. Porque o filme é dele - não meu. Aquela Camila é dele - não minha. Eu gostei do filme com algumas ressalvas, é claro, mas fiquei contente com o resultado e acho que só tenho a ganhar tendo a obra adaptada aos 28 anos. É isso que tenho a dizer. Vou continuar a escrever e publicar meus livros, cantar nas minhas bandas, discotecar nas minhas noites, beber com meus amigos, cuidar da minha filha, afofar meus gatos e dispor de pouquíssima paciência.

Abracinho,

c.

Sunday, February 17, 2008

perdendo o poder do discurso

depois de pegar um taxista que não sabia onde ficava a heitor penteado que me atrasou a vida toda horrores, gravar a música lá, tomar uma garrafa de vinho e sair com outra de conhaque debaixo do braço, cheguei na campus party trocando as pernas. não era a minha intenção, mas enfim, aconteceu. eu pretendia dar umas voltas e fuçadas por lá, umas postadinhas, encontrar uns amigos, mas no fim das contas só vi a helena muito rapidamente através do vidro da sala de imprensa e quando chegou a hora de falar eu já não sabia mais nem o nome da minha mãe. que puxa. não lembro direito o que disse, mas lembro da cara das pessoas que lá estavam, algo do tipo "what the fuck?", oh well. tenho certeza que não falei as mesmas coisas de sempre, o que já é bom, de certa forma. lembro de batizar um livro com conhaque. lembro de pensar que não tinha nada a ver com aquilo tudo, apesar de ser uma moça da internet assumida, com blog, flickr, fotolog, twitter e todas essas coisas. eu tinha pensado em falar exatamente sobre isso, em como é ultrapassado o estereótipo de geek que fica em casa com seus óculos e suas espinhas e suas pizzas e seus amigos, mas esqueci. não vi nada. não é um bom lugar para se estar bêbada. ou tão bêbada. mico geek total. vou tentar passar lá hoje antes do show do vanguart pra devolver a credencial e ver se acho meu celular, que eu talvez tenha perdido lá ou esquecido no táxi mesmo, aí eu dou uma olhadinha sóbria em tudo por lá. espero que ninguém aponte e ria. desculpe, gente. as coisas saíram um pouco do controle no dia de ontem. mas hoje de manhã, quando abri os olhos, apesar da dor de cabeça e das lacunas de memória e de não saber onde estava meu celular, vi que estava exatamente onde queria estar. yeah. pelo menos eu sei voltar pra ele.

.
.
.

ih,
acabei de ver que acabou.
como é que eu vou achar o meu celular agora?
damnit.
já era. bem feito.

Friday, February 15, 2008

Tease Me Please Me Leave Me

meu povo,

amanhã - sábado - , às oito da noite, estarei eu na campus party para falar sobre o nome próprio, blogs, o universo & tudo mais. vão lá. cenas do filme serão exibidas e eu estarei de excelente humor porque vou ter ido direto do estúdio para lá, quer dizer, terei gravado uma música e isso sempre me deixa feliz e eufórica e receptiva e serelepe. aproveitem, isso é realmente muito raro. espero que deixe de ser raro - isso de gravar. my karaoke days are soon to be over. não que eu costume cantar em karaokê, mas eu morria de medo de virar cantora frustrada. parece que não, parece que não. mais notícias quando as pessoas terminarem de mixar a música, que foi gravada há semanas mas as pessoas só enrolam.


olhaí, já estou de bom humor antecipadamente. inclua aí os fatores estar na minha casa, ter ido na helaine retocar meu ruivo ruína®, ter recebido umas sete notícias boas, ter lido poemas lindos num livro que eu dava por perdido do mario benedetti que me fez um bem incrível y otras cositas más. estou tão de bom humor que nem liguei para o fato da faxineira não ter aparecido na minha ausência ou para o trânsito horroroso ou a chuva qualquer paulistanice dessas. there is no place like home, já diria dorothy. estou tão bem-humorada que vou postar aqui para vocês, em primeiríssima mão, um teaser do nome próprio, que eu já não me arrisco mais dizer quando estréia.

com vocês, murilo salles, leandra leal e mais toda aquela galera que transformou a minha camila chirivino na camila lopes nossa.


Thursday, February 14, 2008

oh sailor, why'd do it?

essa coisa dos dez anos

o hermetismo de um blog é uma coisa maravilhosa. as pessoas entendem o que querem. o que não querem. o que está em suas cabeças - quando há alguma coisa em suas cabeças. outras, é claro, não entendem nada. ou melhor: ninguém entende nada. só eu sei do que estou falando. e isso me enche de contentamento. me enche o saco às vezes também. não, querido, eu não estou falando com você. estou falando com ele. estou sempre falando com ele. mas ele não me escuta. por isso que eu insisto. o dia em que ele escutar eu paro.

mentira.

amanhã eu volto para casa. acabou a putaria. acabou esse insuportável sobe e desce de avião que piora minha sinusite. recebi hoje um cronograma com prazos - tenho até maio para entregar o Eu Quero Ser Eu para a cosac naify-, começam as aulas da catarina, iniciam-se as buscas por outra morada, o processo todo de divulgação do filme, que estréia em março ou abril, já não sei mais, temos, eu pinky e eva, que resolver algumas coisinhas sobre o Nossa Senhora da Pequena Morte (ex-Delírio de Ruína, que embaçou demais e sofreu adaptações - a ser lançado em março), enfim, começou o ano. acabou a putaria. vou ser adultinha um pouco nesta vida, fazer o que sei fazer melhor - segundo os ensinamentos de groo - e parar com os devaneios.

mentira.

voltar para casa, os gatos me esperando, uma baguncinha, umas plantas secas e a minha cama, meu chuveiro, minha geladeira vazia, meu sofá. vai ser demais. minha solidãozinha tão querida, que não troco por nada nem ninguém neste mundo. quem se aproxima de mim sabe que ela está ali e que ao segurar a minha mão vai estar segurando a dela também. eu acho isso bonito. foi assim comigo. eu nem percebi. mas era bonito. hoje, quase dez anos depois (peguei essa mania dos quase dez anos, são apenas sete mas quase dez é mais dramático), me vejo repetindo a história - mas trocando de papel.

eu acho isso bonito.

verdade.

não sei o que vai acontecer. não sei se vai acabar docemente ou em desastre, não sei se devia parar tudo agora antes que. não sei fazer isso de parar pela metade. costumam fazer isso por mim, aí eu tenho que dar um jeito de arrumar um final para ficar em paz comigo. não sei o que vai acontecer, então vamos indo, dá aqui a mão, só vamos indo porque o céu está bonito demais e eu ando sentindo uma paz que não é minha e não é inventada, simplesmente é. é. então vamos.

the tortures of the memory of a lost love




happy valentine's to all.

rarara.

Wednesday, February 13, 2008

palavras, palavras, palavras, já diria camilla lopez.

eu gosto de homem que sabe ser homem.

drink me

eu ando aprendendo algumas coisas.
junto com as epifanias & o vislumbre de Toda a Pureza devia vir um bilhetinho para que eu não ficasse achando que entendi demais.
Toda a Pureza existe, de fato, como o Amor também existia, como tudo sempre existiu.
existe demais. existe ao ponto do insuportável.
não dá pra gostar do insuportável. não ele.
o bilhetinho no pulso dele devia ser: "um covarde é sempre um covarde".
ninguém muda. ninguém se salva. todo resto é fingimento, uma prisão em nome de algo.
o bilhetinho no meu pulso é: "jamais conseguiremos atirar o Amor pela janela".
cada um com a sua desgraça.
e as desgraças se completam.
quando o tempo passar, meu querido. quase dez anos ainda é muito pouco.
quando o tempo passar você vai parar de tentar me apagar.

i want you so bad

pronto, agora eu realmente acho que estou nos anos setenta depois de ver across the universe.
tirando a breve aparição do BONO (BONO, GET A JOB), gostei bastante.
socorro, estou virando hippie. meu retorno de saturno não está tendo piedade da minha pessoa. nenhuma piedade. mas não se preocupe, p.a., nosso pacto de não ao tye-dye vale até o além-túmulo. rara.
all we need is love, love.
oh shit
oh my god, oh shit.

não, eu nunca vou virar hippie. posso até deixar aflorar todo esse dna que eu tentava negar, mas é muita tormenta para pouca paz.

e o pior é que eu gosto dela.

ela, a tormenta.

estou com algo trancado no peito neste momento, mas não quero, não posso, não devo calaboca claraverbuck shhhhhh

vou no correio e na manicure e na farmácia, tchau

Tuesday, February 12, 2008

oceano no céu, ódio no coração e o juízo atravessado lá pelos anos setenta

eu indo buscar a minha filha, cheguei no aeroporto e o guichê da oceanair vazio. deserto. nenhuma alma. isso eu vendo de longe e pensando "uau, cheguei na hora, que coisa absolutamente incrível", porque, não sei se comentei por aqui, tenho esse probleminha que gosto de glamurizar e chamar de A Arte Milenar de Perder Vôos. o negócio lá às moscas com dois atendentes, filas em todas as outras companhias e eu me aproximando e sacando meu pessoal & intransferível documento de identidade, mal acreditando na sorte.

"senhora, seu vôo foi cancelado pela oceanair. a senhora pode estar se dirigindo ao embarque internacional para um vôo da gol, às 21'40". ao sinal, vinte e uma horas. corri, as escadas rolaram e cheguei no tal guichê (adoro, "guichê") de conexão/conección e a fila era gigantesca. eu vestia bermuda preta, melissa preta, blusa com estampa p&b geométrica e carregava: 01 bolsa de sempre e 01 mochila com algumas roupas, dois mil cosméticos e 01 notebuck® II, que não possui casinha então eu levo como dá. a situação era tensa, o tempo era curto e o meu saco era cheio. pedi para a moça da frente segurar meu lugar na fila e fui buscar um café para ajudar a tensão. a piorar, claro. então eu, que ando oscilando entre epifanias & vislumbre de Toda a Pureza e falhas seriíssimas nas sinapses e uma lerdeza nunca dantes experimentada, pensei: porra, embarque internacional? e imediatamente me vieram à mente apetrechos para atividades ilegais em minha bolsa de sempre e a própria substância ilegal, guardada no meu peito esquerdo. puta que pariu. eu ando achando que estou nos anos setenta. fiquei mais tensa, o tempo corria, a fila não andava e não existia maneira de colocar aquilo em um lugarzinho menos pala. tudo bem, pensei, não vai acontecer nada, estão todos com pressa, vamos todos sair correndo. fui arrancada de meus devaneios ao ver o moço do check-in - que não ajudava - dizendo que nada de frascos com mais de 100ml na bagagem de mão. e eu preocupada com drogas! gostaria de lembrar que eu viajava com 01 mochila contendo todos os meus pertences. todos eles. inclusive frascos com muito mais de 100ml que quebram, como meu les vanilliers, meus shampoo e condicionador paul mitchell mal acondicionados, meu round trip, enfim, meus amigos, estamos tratando aqui de cosméticos caros e não preparados para ficar sendo atirados para lá e para cá em esteiras, sem contar o notebuck® II, que jamais poderia ser despachado, muito menos naquela mochila fuleira. ódio. não havia outra maneira, era uma merda de uma caralha de um vôo internacional para montevideo que eu não havia adquirido e não estava preparada para. enrolei os meus estimados cosméticos nas minhas poucas roupas, pedi etiqueta de frágil doze vezes ao moço do check-in - que não ajudava -, tirei o notebuck® II de lá, botei debaixo do braço e saí praguejando pelo aeroporto, acompanhada de um funcionário da gol, pensando em usar a zarabatana que comprei para o meu pai lá na chapada no primeiro que enchesse meus pacovás por qualquer motivo que fosse.

embarque internacional. aqueles homens atentos de gravata. todo mundo me olhando (paranóia). eu com o notebuck na mão, desprotegido, maconha no sutiã e ódio no coração. e a zarabatana na bolsa, caso algo desse errado. mas não. deu certo. tudo correu sem maiores incidentes, excetuando o fato de que tudo isso foi escrito no avião, que demorou mais meia hora para decolar. finalmente decolou, eu escutando sharon jones, mexendo meu pescocinho, "believe me baby when i tell you - your thing is a drag", sinto o cheiro inconfundível de brau. é claro que vinha de mim, mais especificamente do meu peito esquerdo. o avião demorou demais para decolar, o ar estava desligado, fiquei com calor, esquentei e voilá: o brau esquentou junto e passou a perfumar o ambiente. e eu lá entre uma senhora com acessórios dourados e tirando fotos do céu e um senhor de camisa listrada lendo auto-ajuda financeira. mas deu tudo certo. tudo certo. ninguém notou nada, não havia nenhum cão farejador a bordo e eu e meus entorpecentes fomos deixados em paz. cheguei, dormi, acordei, afofei minha filha, fui ao dentista, descobri que meus dois sisos estão na horizontal e que vou ter que passar pela agradável cirurgia de extração e ficar com aquelas bochechas de baleia por semanas, mas tudo bem. eles precisam ir mesmo. afinal de contas, são conhecidos como os dentes do juízo. que é uma coisa que ficou igualmente atravessada em algum lugar enquanto crescia em mim.

Monday, February 11, 2008

No, No, No - YES!

Chorei vendo a a Amy ganhar um Grammy agora. Canção do ano. Toma. Toma, toma e toma você também. Minha pressão até sobe quando entro no assunto da imprensa marrom inglesa. Não tenho xingamentos suficientes para amiguinhos que vendem um vídeo de uma pessoa fazendo o que bem entende em seu lar e nem para jornalistazinhos urubus que ficam em volta de alguém esperando que ela tropece para transformar em queda. Pensei em criar a campanha "Let Amy Get Stoned", mas tenho mais o que fazer. Como se ninguém usasse drogas nessa vida. Imagina o que teria acontecido, digamos, aos Rolling Stones, se existisse internet e as coisas todas se espalhassem como praga naquela época. Porque agora o Keef tem o aval para ser junkie, é claro, mas isso foi conquistado. Veja bem, não estou comparando a Amy Winehouse com o Keith Richards; estou apenas dizendo que os sites de aposta de quanto tempo ele demoraria para morrer seriam tantos que perderia até a graça. Aliás, qual é a graça disso mesmo? Eu não vejo nenhuma. Assim como não vejo sentido em misturar aquelas menininhas fúteis de Hollywood com a Amy em colunas de celebridades perdidas e consumidas pelo álcool & drogas. Bullshit. Francamente. Acho que essa gente vai pra rehab é pra fugir da imprensa, não pra parar de usar drogas. Mas enfim, A AMY GANHOU GRAMMYS E EU ESTOU MUITO FELIZ POR ELA. Feliz por ela porque acho uma premiação meio babaca, como convém a todas as premiações, mas assim ela pode usar as estatuetas para calar a boca dessa gente escrota que vive de sobrevoar e sugar os outros.

GO AMY.

Sobre a apresentação dela lá em Londres, achei boa, fora alguns excessos, achei que ela tomou um ácido dos bons, achei também que baixou um espírito mano na moça em alguns momentos e que os negões backings dela parecem os corvos amigos do Fritz the Cat, cuja imagem que me vem à cabeça procurei no google mas não encontrei, e, já que não tenho scanner, não poderei demonstrar.

Mais ou menos isso:




ou isso, que se aplica melhor:



E agora eu vou ter que arrumar a casa e fazer umas coisas nas ruas - as ruas de Sampa, já - porque hoje mesmo vou buscar minha filhota lá em Porto Alegre e quinta-feira - Valentine's Day, ui - já tenho que estar de volta porque vou discotecar no CB, na nova festa sobre qual falarei mais tarde. Tanta coisa pra escrever, mas o que me importa agora é que estou de volta em casa com meus gatos e mais uma - a Elei, sialatinha encontrada desnutrida mas ainda linda na Chapada dos Guimarães e importada por mim, que agora assinei o formulário oficial de Louca dos Gatos, mas é isso mesmo, está no sangue e quem não gostar que fique aí, não gostando. Eu e os gatos não queremos nem saber.

Um beijo com gosto de gengibre,

c.

Wednesday, February 06, 2008

it's gonna take some time 'till you know what i mean

não sei bem como, sei que a estrada estava livre até guarulhos, o aeroporto estava vazio - ninguém tem essa idéia de viajar bem no meio do carnaval - e mais ou menos três horas depois de sofrimento de ar condicionado ouvindo sharon jones eu estava em cuyabá sem ter dormido quase nada. ainda estou. cuyabá. não pergunte. olho pela janela e vejo a chapada dos guimarães me chamando. horizonte por todo lado, tudo que eu precisava em minha vida cinza. um pouco de claustrofobia novelística, talvez, e todos os mosquitos do mato grosso pousando em mim e tentando atravessar minha pobre pele branca. sofro de calor, mas não tem problema; aqui tem horizonte e é tudo que eu precisava. fui ao grito rock na segunda, virei assistente de técnico de som, devo ter feito um ou dois amigos e as namoradas me odeiam. não que eu me importe - sempre foi assim, nada muda tão rápido e eu quero mais é que se dane. estava mais preocupada em fazer o som ficar bom - estava impossível. mas ninguém notou, só a banda e quem tem ouvido. enlouquecedor, no mínimo. nada que não se cure com o que tem aqui, horizonte e uma cerveja, talvez. daqui a pouco eu vou pra casa. já tenho um pouco de saudade. creio que sou viciada no concreto. mas antes preciso conhecer mais daqui, um pouco da chapada, um pouco mais de tudo, tentar encontrar as pessoas, fuçar em uns sebos, passar mais calor, alimentar mais os mosquitos, respirar um pouco mais de ar puro antes de voltar para minha vida de sempre, a minha vida que eu escolhi, a minha solidãozinha, a minha casinha, meus gatos e são paulo, minha querida cidade. madrasta sortuda do meu talento, como disse ele, que me espera de braços abertos, minha madrasta que me acolhe todos os dias por mais que eu reclame da minha sorte. porque eu nasci gaúcha, mas agora sou paulistana de coração.

Sunday, February 03, 2008

Lúcia Diz

Nos próximos dias que vão de 03/02 (hoje) às 15h até 14/02 às 1h, o planeta Mercúrio estará se aspectando harmoniosamente com a Lua do seu mapa de nascimento, Clarah. Esta tende a ser uma fase bastante propícia para tomar decisões que se pautam tanto em processos racionais quanto em sua intuição. A sua percepção das coisas estará mais completa, e este aspecto favorece o entendimento, os estudos, os escritos e as trocas intelectuais.

Você perceberá que está mais eloqüente do que o usual, e neste momento podem ocorrer muitas conversas e notícias de pessoas que há muito tempo você não via. O estímulo positivo de Mercúrio lhe permitirá compreender coisas que você antes não entendia muito bem, sobretudo no que diz respeito a acontecimentos passados que você não processou legal. Esta é uma fase de insights e de esclarecimentos, Clarah.
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Sim, eu faço parte do grupo de pessoas que acredita que o a posição dos planetas na hora em que eu nasci e o tempo todo influencia horrores na minha personalidade e em tudo que acontece na minha vida. E eu acredito no Amor, em caminhar no solzinho, na Augusta, nos meus gatos, nas minhas músicas e no poder que algumas droguinhas têm de fazer umas coisas incríveis com as manhãs e os dedos no teclado. Contei nem sei quantas vezes as badaladas dos sinos da Igreja que eu tanto odiava e agora acho tão lindas, até sorri e quis estar lá na pracinha deitada num banco vendo o céu inescrupulosamente azul para São Paulo. Tudo de volta ao lugar onde nunca esteve e eu sou a mulher mais feliz do condado da Consolación delirando na solidão de uma manhã de carnaval.


 
 

TUDO TINHA MUDADO. Menos o que ficou igual.

  • Vida de gato
  • Das coisas esquecidas atrás da estante : esgotado, procure nos sebos!
  • Máquina de Pinball
senso*