Sunday, May 18, 2008

Máquina de Pinball digrates

opa,

a conrad disponibilizou o máquina de pinball para download. eu acho sensacional. nunca vou ser bestseller e prefiro ser lida do que ficar esperando a merreca da porcentagem. e gosto também da idéia de deixar a obra original mais perto das mãos de quem nunca me leu e assistir ao nome próprio. a planeta bem que podia disponibilizar o vida de gato também, já que é o livro mais mal distribuído da história - de novo, prefiro ser lida do que ficar esperando a boa vontade da editora. boa vontade? ra ra ra. se não vende ninguém ganha nada, mas quem perde sou eu. malditos contratos. uma vez assinados, é um cu pra se livrar. comofas~?
o nossa senhora da pequena morte também vai estar disponível para download, mas antes ele precisa ser lançado - atrasou de novo, eu sei, mas dessa vez está pronto. o lançamento será no final de junho, ainda não sei o dia, no studiosp novo, aqui na baixa augusta.

Sunday, May 11, 2008

mama clarah and the cats

e eu e a minha fi vamos almoçar no américa, só porque hoje tem a moça vestida de dragão que faz tatuagens e ela adora. :~




hoje é dia de foto e ela pegou o buquê no casamento

procurando quem?



Estréia no Canal Brasil nesta terça-feira, 13, a série Procurando Quem?, que mostrará a jornada do cineasta Rodrigo Bittencourt em busca de ícones culturais brasileiros, como os músicos Morais Moreira e Jorge Mautner, o cineasta Cacá Diegues e a escritora Clarah Averbuck.


quem quiser ler o resto entra lá no site da rolling stone.

no meu programa me procuraram com a tainá müller, com o xico sá, com a rita wainer, com o hélio flanders, com o danislau também, com o mário bortolotto e me acharam na praça roosevelt tentando tirar uma letra de blues debaixo duma árvore. só não entendi porque não me ligaram nem mandaram email. rarara. enfim. não vi o programa, mas creio que ficou legal. passa no dia 20 de maio, às 21h, no canal brasil, e depois reprisa quinta (22), às 16h, e sábado (24), às 12h30.

nome próprio pra galere

ontem aconteceu a primeira das nove projeções de nome próprio, filme baseado na obra desta que vos escreve. não é exatamente uma pré-estréia, pois nas pré-estréias as pessoas são solenemente convidadas, o elenco está presente, há champagne e riso e puxação de saco. são projeções mesmo, parte de uma estretégia de divulgação do filme; projeções para jornalistas, amigos que publicam por aí e pessoas que tenham a ver com o universo do filme. eu já vi o filme, né? então fui ver o homem de ferro com um amigo que encontrei lá. ele tinha um convite, eu tinha vontade de ver e todos ficamos felizes.
eu já estou pré-incomodada com algumas repercussões do nome próprio; afinal, o filme é uma adaptação livre & solta dos meus livros, não uma biografia precoce como uma galere fica achando. nada daquilo aconteceu. eu não tirei meu livro de blog algum, eu não "queria" escrever um livro obssessivamente e nem fiquei me esforçando para isso. simplesmente aconteceu, cheguei em são paulo, abri um documento de word e comecei. eu ainda nem tinha blog naquela época, só fui fazer um meses depois, quando o cardosonline acabou. eu também não estou preocupada com mais ou menos acessos neste blog, eu simplesmente escrevo pra quem quiser ler e entender. quem não entende nada eu passo, obrigada, vá ler outra coisa que lhe agrade. já tenho que lidar com a confusão dos meus livros, mas essa me diverte, porque eu criei e eu controlo. lidar com a confusão causada por outrem pode dar no saco. falando assim parece que não gosto do filme, mas é claro que gosto. senão nem estava no processo de lançamento e tinha mandado todo mundo pastar. mas adaptação é sempre um assunto delicado para o autor e eu tento me manter distante o suficiente para não me incomodar muito e perto o suficiente para sentir as reações.
o fato é que agora existem essas projeções e você pode ficar sabendo delas no blog do filme e no myspace. hoje vai entrar um texto meu lá no blog do nome próprio, que está sendo mantido pela flávia durante, a "assessora de internet" do filme, jornalista e blogger das antigas.
na próxima exibição eu prometo que não fujo para a sala ao lado - até porque será uma outra versão, a final, afinal.

too big

eu e a marcela, diretora assistente do filme, tirando onda no pôster gigante

Friday, May 09, 2008

dia de morte

é sexta-feira e eu acordei com os olhos inchados. isso raramente acontece. mas acordei e mal conseguia abrir os olhos. i guess i've been cryin in my sleep. o inferno astral dos 29 é o pior dessa vida. está sendo. eu torcia para que chegasse logo o dia 26, eu ia fazer show, eu ia lançar meu livro. mas é claro que deu tudo errado e tudo vai ter que ser transferido nem sei para quando. costumo marcar outros eventos no meu aniversário para distrair a mim e a todos, mas agora vou ter que lidar apenas com a droga do aniversário, a droga do inferno astral e toda essa montanha de merda que aconteceu nesta semana. queria dormir uma semana, queria acordar com a casa limpa, queria acordar sem mordidas da minha filha de 04 anos, queria acordar e ter virado herdeira de uma desconhecida fortuna. queria não acordar mais. queria cegueira e surdez. queria não acordar mais. as coisas ruins vão ocupando os espaços livres e depois os ocupados e depois tudo, até o ar, enquanto eu sufoco no silêncio. não tenho forças para brigar contra isso nem contra nada. não tenho nem voz. mas tem um monte de coisas que precisam ser feitas lá fora, então eu vou, vou fingir toda a sanidade, vou cumprir os prazos e os horários, as coisas precisam ser feitas. vou me desviar de tudo e depois voltar para casa insalubre e tentar esquecer quem eu sou.

Thursday, May 08, 2008

Saturday, May 03, 2008

mais ânsia de êxodo.

Friday, May 02, 2008

a hora da verdade




aí o dudu camargo, lá da colméia, disse: quer fazer um videocast? e eu chamei o perna, mais conhecido como daniel poeira, e o paulo terron, dois amigos que conheço faz tempo e que admiro e respeito (aposto que nunca disse isso a eles, rarara. é, garotos, eu pago um pau procês) e com quem costumo reclamar sobre a vida, o universo, o pop e tudo mais e nós falamos sobre internet, david lynch/not david lynch, cersibon, folk (?!) e rimos bastante. era de manhã, estávamos todos muito maldormidos e implicando uns com os outros mas, considerando que os dois se conheceram no táxi indo gravar este primeiro videocast, acho que foi tudo bem. quer dizer, não este primeiro, porque isto não é o primeiro, é apenas o tízer. o primeiro entra assim que entrar, acho que segunda. ainda não sabemos a pauta do próximo, mas sabemos que envolverá a obssessão pelo NOVO, comidas da moda, cores erradas e sei lá mais o quê. e é isso. esrever com a filha no colo cantando não dá. não consigo pensar agora. tchau.

temo pela minha sanidade na semana que vem.

too much too soon too much too late too much too much

too

much.

Monday, April 28, 2008

virada revirada e o mau-gosto dos meu sonhos

quando começo a protelar demais as coisas, já saco: não vou fazer porra nenhuma. queria escrever sobre como o show do mundo livre foi deus me livre s/a, de como eu gostava daquela banda na juventude e não soube entender ainda se eles decairam, continuaram iguais ou eu que mudei, queria escrever sobre toda a vergonha alheia que senti em determinado show, isso tudo na virada cultural, queria também derramar minha frustração por ter chegado no exato momento em que os porcas borboletas deixavam o palco depois de terem cantado pela primeira vez nossa parceria (letra minha, música de enzo banzo), queria falar tanta coisa que acabei de dizer, mas só consigo lembrar dos quatro sonhos bizarros da noite de hoje, onde estranhamente dormi umas doze horas; eram como sessões de cinema onde eu acordava com terríveis dores nas costas no final, uns sonhos atípicos, um marcado por neurose, o outro por um fetiche de apanhar envolvendo um cara em novaiorque que era um puta de um escroto e aquela não era eu, outro eu esqueci e o último era uma ilha com um monstro horrendo que comia qualquer animal que demonstrasse liderança. eu nào estava lá, era a espectadora do sonho, mas escutava a voz dele e entendia o que ele queria. era um filme de sessão da tarde, uma superprodução de mau-gosto. eu não sei o que está acontecendo com os meus sonhos. e agora eu vou comer na lanchonete da cidade com o meu amigo pedro acosta e depois assistir o nome próprio mais uma vez, mas só depois de comprar um remédio para as dores múltiplas que se apossaram do meu corpo de velha, dor na mão, dor insuportável nas costas e a cabeça explodindo com tudo que eu preciso fazer. as saudades vocês todos podem guardar para sei lá quando, porque nem eu sei onde ando.

Tuesday, April 22, 2008

Mano, cancelô

Não deu tempo de avisar: a Transmetropolitan foi cancelada. Não me perguntem. Aviso da próxima. Tsc...

Friday, April 18, 2008

ladee-jay

rapidinhas:

hoje disco-teco no studiosp - tem show do vanguart.

amanhã gravo o talk show do júpiter maçã (!!!) com o miranda e o thunderbird. gravo? não sei. será que é ao vivo? a pessoa super bem informada. só sei que vou lá. deve ser gravado. talk show do júpiter maçã! só na sua mtv. rarara. era tão legal, a mtv que era a sua mtv. ou eu é que era jovem?

e segunda rumo para belorizonte, onde:



e é isso, eu acho. o resto eu conto depois.

Friday, April 11, 2008

sunny side down

ca-ham.

bom. nem todo mundo sabe que eu tive bandas nesta vida. em outras também, quando morava lá em porto alegre, mas no passado recente eu tive uma banda chamada jazzie e os vendidos que foi uma experiência muito legal mas acabou por motivos de força maior. rarara. mas é. isso foi em 2005. desde então eu era vista cantando pelas ruas como uma demente e, quando bebia demais (...), me escorava pelas mesas e balcões e dizia "eu preciso de uma banda". algumas tentativas bem-fracassadas foram feitas. mas bem, fracassaram. e lá ia eu cantando pela rua.
até que eu conheci o reginaldo. \o/
e o reginaldo gostava de fiona apple. e a gente resolveu tocar fiona apple. e aí, bom, a gente fez essa música, e aí a gente escutou e tocou umas outras coisas, e aí agora a gente tem uma banda e o douglas também faz parte dela. o reginaldo e o douglas são o baixista e o baterista do vanguart, que, pra mim, junto com o porcas borboletas, são as duas melhores bandas do brazil. e agora o meu amigo paulo terron botou lá no blog dele a gravação dessa nossa primeira música. é uma demo. nós pretendemos gravar de novo, gravar outras músicas e lançar isso tudo. lançar na internet, lançar em vinil, lançar da janela, sei lá. só sei que estou cansada de ficar cantando na rua e que encontrei os caras pra tocar comigo. então eu vou tocar. no dia 25 de maio tem show na folk this town, apesar da gente não tocar folk. e no dia 26 de maio tem show no lançamento do nossa senhora da pequena morte. mas disso eu falo depois. o alexandre matias também falou da gente lá no trabalho sujo, oh joy. isso tudo foi gravado em casa, em duas noites meio nebulosas do janeiro mais estranho da minha vida. logo mais tem mais.

bom, chega, né, de enrolar. tá aqui.

Thursday, April 10, 2008

conexão judaica

esse é o natti vogel. ele é de boston, tem 21 anos, mora em novaiorque e é a melhor coisa que eu escutei nos últimos muitos tempos. não consigo parar. não consigo.




que geração, essa. 1986 foi um bom ano.

Wednesday, April 09, 2008

ânsia de êxodo.

Monday, April 07, 2008

nossa senhora da pequena morte

demorou, mudou de artista, mudou de nome e nós mudamos os textos dez vezes, mas é com orgulho que uvierbuck inc. apresenta, depois de tanta enrolação:

capa da caixa

eva desenha, pinta, enfim, faz a arte. eu bato à máquina ou escrevo a mão, nós escutamos r. crumb and his cheap suit serenader, bob dylan, nina simone e woody guthrie, nós conversamos aquelas coisas e os nossos filhos brincam na sala. e depois dormem. o processo está sendo sensacional.

em maio. aguardem.

um oferecimento, editora do bispo.

Saturday, April 05, 2008

abril

quando chega abril eu me calo. não é luto. não é que eu queira. simplesmente me calo. com abril acaba o calor e começa o meu pequeno inferno particular. quando vem maio, me calo ainda mais. quase muda. a solidão que não passa. quase passa. as noites começando mais cedo e uma vontade que beira o incontrolável de fechar os olhos e ser levada pela mão, levada até algum lugar, nem que seja até a cama quando durmo no sofá ou quando fico presa sem conseguir dormir, acordada sem fazer nada, fazendo nada no automático até a exaustão, até os ombros endurecerem, até eu endurecer inteira junto com o ar que também fica espesso. foi em abril daquele ano que comecei a acreditar; em maio descobri que era mentira. aprendi que não existem certezas - e desaprendi com o tempo para sobreviver. em abril as unhas descascam, os pés acordam gelados e as olheiras não se vão. uma pausa. alguns delírios. a falta do que sempre esteve lá. uma mistura de saudade, desesperança, resignação e o peso do tempo passando e cada momento escorrendo pelo dedos sem piedade. só mais um capítulo do que já passou e do que está por vir. todos os anos vêm as bodas de tristessa sem motivo para festejar, mais um item para a pilha de repetições. agora me calo com os olhos baixos; é melhor ficar em silêncio quando não há nada a dizer.

ah é


You are The Moon


Hope, expectation, Bright promises.


The Moon is a card of magic and mystery - when prominent you know that nothing is as it seems, particularly when it concerns relationships. All logic is thrown out the window.


The Moon is all about visions and illusions, madness, genius and poetry. This is a card that has to do with sleep, and so with both dreams and nightmares. It is a scary card in that it warns that there might be hidden enemies, tricks and falsehoods. But it should also be remembered that this is a card of great creativity, of powerful magic, primal feelings and intuition. You may be going through a time of emotional and mental trial; if you have any past mental problems, you must be vigilant in taking your medication but avoid drugs or alcohol, as abuse of either will cause them irreparable damage. This time however, can also result in great creativity, psychic powers, visions and insight. You can and should trust your intuition.


What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.

Thursday, April 03, 2008

hoje no estadão




segundo o chiquinho, minha atuação foi "coquete". rararara. eu não sei atuar, minha gente. mas acho que sei fazer a coquete. acho até que se eu tivesse um girl group se chamaria "the coquettes".

mudando de assunto:

EUQUEROEUQUEROEUQUEROEUQUEROEUQUEROEUQUEROEUQUEROEUQUERO



snif

eu queria tanto.

mas hoje é um dia de miséria. oh sim. chookas terão que esperar, e os meus desejos consumistas também. oh well. logo mais, logo mais. a vida de espera pelo dinheiro que virá.

Tuesday, April 01, 2008

augustas

Hoje eu vou gravar uma cena no Augustas, filme baseado no livro do meu amigo Alex Antunes, protagonizado pelo também meu amigo Mário Bortolotto e dirigido pelo Francisco César Filho, o Chiquinho. Já que não me deixaram nem chegar perto do set da adaptação da minha própria obra (ra ra ra), vou fazer ponta na adaptação alheia. Vai ser legal, adorei que me convidaram. Nunca quis ser atriz, não tenho talento pra isso, mas fazer ponta é comigo mesma. Li o roteiro, adaptado pelo Hilton Lacerda e pelo José Eduardo Belmonte, e achei trimmmassa. Gostei bastante do livro quando li, em 1972, quando estava escrevendo o Máquina de Pinball e conhecendo o Alex. Não preciso nem comentar que o Marião deve estar mandando bem horrores. O Alex, esse filho da puta sortudo, está encarregado da trilha do filme: versões de bandas dos anos 80 por bandas novas & sensacionais, como Porcas Borboletas (\o/), Vanguart (/o/), Macaco Bong, (\o>), Los Porongas (/o>) y otras. DEMAIS, HEIN?

Monday, March 31, 2008

A HORA DA VERDADE

estamos eu, paulo terron e daniel poeira nos estúdios da colméia, nos preparando para gravar nosso primeiro videopodcast. é isso aí. aguardem.

Wednesday, March 26, 2008

33

abracinho

selinho

e agora acabaram as desculpas

abracinho abracinho abracinho

e mais um selinho. tudo muito casto.

.
.
.

eu, quando fizer 33, quero estar lá em banquer rio, cercada pelo som do mato, toda riponga. ou não. talvez eu esteja aqui mesmo, nesta esquina, ou numa outra nesta mesma cidade. mas eu sei que vou fazer 33 um dia desses e que você vai estar por perto. mesmo que esteja em silêncio.

Friday, March 21, 2008

noite de achiropita

eu te levaria nas cantinas do bixiga num fim de tarde que começaria deprimente, você ficaria naquelas suas inquietações mas ah, eu não ia deixar, eu ia te levar pro bixiga andando, a gente ia suar um pouco, sabe, já não somos mais tão jovens, muito menos para aquelas ladeiras, e então chegaríamos ofegantes naquele bairro das três cores com o dia já acabando, comeríamos um pouco, talvez só os antepastos, alguém se sujaria um pouco de sardella e de repente já estaríamos bêbados eufóricos e rodopiando pelas ruas mesmo que não fosse época de achiropita, falando ao mesmo tempo e rindo o riso perfeito. lá ninguém olha feio quando alguém rodopia na calçada e ri o riso perfeito, é para isso que aquele lugar existe. e então augusta, talvez, ou não, casa, eu já moraria numa casa, aquela casa do jeito que eu quero, com tudo antigo, valvulado, ouviríamos discos, beberíamos uísque, usaríamos o que quiséssemos, você ia me mostrar mais alguma coisa que eu preciso conhecer e que me causaria estarrecimento e paixão por meses, e então o dia começaria a amanhecer e a iminência do fim também. e você sumiria como sempre por mais alguns meses, me deixando plena com o eco do riso perfeito e o gosto de que a vida é assim mesmo e que a felicidade só pode ser efêmera, senão dói mais.

Saturday, March 15, 2008

saudade

{verbete}
Datação
sXIII cf. CBN

Acepções
substantivo feminino
1 sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável (freq. us. tb. no pl.)

Thursday, March 13, 2008

roda roda roda

aquela dancinha aquelas perninhas ali do mick jagger, antes de ser sir,

me deram uma vontade praticamente indomável de sair de casa

mas nessa chuva, será?

vou

antes tomar um banho de chuveirinho, porra, banho de chuveirinho é uma penitência que ninguém merece, esses banhos onde os braços precisam ficar dando o rumo das águas, mas é o que temos, é o que temos, a não ser que eu tome um banho de chuva, mas aí não, aí não tem cosméticos, aí não tem companhia, eu tomaria um banho de chuva se tivesse alguém aqui comigo pra dividir a chuva. eu lembro da última chuva: faz anos, nem foi chuva, foram umas gotinhas de merda, deu um texto bonito e um amor que já foi pro ralo.

vou pro banho e pra rua.

até amanhã.

hoje.

me voy a serestar, ser/estar, esta achei ser uma grande sacada, fui ver, benedetti já tinha feito isso mileanos antes de mim. rá! amanhã eu
mostro.

hoje.





.

.

.


isso aí foi mentira. tomei banho de chuveirinho, nem lavei o cabelo
vesti
passei rímel lápis aquelas coisas
(mesmo sem saber onde ir)
apaguei as luzes
fui até a porta

e desisti de tudo.
baixou a fóbica.
pensei:
vou ficar aqui com os gatos e a neurose, ainda tem umas cervejas, quem sabe não arrumo a casa.
acabou a cerveja de novo, não arrumei nada, pedi um sanduíche na biopão (veio errado, como sempre e como o troco), vi um pouco de tv (fazia anos que eu nem ligava), fumei uns cigarros e tive umas idéias.

minha sala está muito bagunçada. é sério. vou provar.
(acabo de tentar passar uma foto do celular para o notebuck via bluetooth. que moderno. é claro que não deu certo. mas a simples possibilidade me estarrece. e lembrar daquele hotbit msx com fita k7, rarara)
então não vou provar porra nenhuma. esquece.

fazia tanto tempo que eu não ficava assim compulsiva na frente do computador. faz bem. faz mal. outras coisas fazem mais mal. outras coisas me fariam melhor. melhor mesmo seria arrumar essa zona e ir dormir. mas não.

chove. esta é a melhor hora para ir dormir, quase cinco. os carros já pararam de passar e os ônibus ainda não estão enfurecidos. é a única hora que são paulo cala. adoraria que aqui dentro calasse também. vou tentar. travesseiros, um miosan, água e tristessa. não, tristessa não; o conhecimento do inferno. pronto. vou tentar. a chuva se agrava e eu também. não vou dar adeus aos que ficam porque sei que já não tinha ninguém.





Wednesday, March 12, 2008

cerveja

que dia. que dia. começou cedo e errado. aí foi dando cada vez mais errado. não parava. havia uma perspectiva, lá no final, de redenção. eu já estava desconfiada; quando as coisas dão errado demais e existe uma perspectiva de final feliz, aiaiai, isso aí não vai dar certo. é claro que não deu. e agora eu estou aqui sentada tomando cerveja com absolutamente todos os planos cancelados, a casa bagunçada, o chuveiro estragado (ainda teve isso) e pensando que quando se trata da vida mesmo, nunca sobra ninguém além dos gatos e dos amigos que estão longe demais para qualquer afago.

é.

que saudade de quando era só eu, já dizia ele.

e eu digo a mim mesma agora, calma, claraverbuck, é só um dia ruim, vai dizer que não agüenta um desses a essas alturas?

quando eu era mais nova, bem mais nova, tinha a fama de limpar o banheiro da casa dos meus amigos. eles eram jovens e pouco asseados e me abrigavam em suas casas, eu era maníaca e ficava tensa. limpava mesmo. esfregava tudo. não sobrava um germe.

(nunca lavei a louça, isso sempre foi um problema para mim)


tem também aquela história de eu ter lavado a escadaria do meu prédio. foi até parar no filme. tudo bem, era um prédio com apenas dois apartamentos sem nenhum zelador, o prédio nunca havia sido varrido na história recente da humanidade, alguém precisava fazer aquilo, isso o filme não conta, mas enfim. aconteceu.

mas eu cansei de fazer isso. agora eu quero uma moça pra me ajudar. naquela época eu não precisava pensar em burocracia, na escola da minha filha, em tantas outras coisas que agora existem. as coisas que antes não me cansavam agora me exaurem. é assim. é claro que eu agüento. se for realmente necessário. se não houver outra saída. mas não é assim, é? podendo evitar passar por certas coisas, evita-se. mas quando os outros ainda não sabem disso não é tão fácil. ninguém disse que era. nunca é, realmente. nenhum dia ruim é realmente fácil.

yada, yada, yada.

amor, acabou a cerveja.

i told you once and i told you twi-ice

tanga, ginga & chicletinho

mal estar no estômago
causado por quê não sei
prenúncio de um inferno
que ainda visitarei

~ danislau também, em "o herói hesitante"


se o danislau gosta, eu também gosto. com algumas raras exceções de claro mau gosto e deslize de ambas as partes, é claro, pois sempre dois e dois são dois. se ele acredita, eu também acredito. se ele aprova, ufa, eu posso fazer. não tomo uma decisão das sérias sem consultar meu duplo; mão no ombro, olho no olho, junto a gente vai serestando e praticando o nu gratuito casual, uma nova modalidade de mandar tomar no cu e cuidar da vida um pessoal que - vou te contar - anda deficiente de vida própria e achando que a alheia é novela para acompanhar. e não, espertinho, não somos amantes. essas coisas acabam - sempre mal - e nós pretendemos ficar muito velhos e muito juntos, rindo disso tudo, amigos definitivos unidos pela insolência, desvairança, amor, pequenas mortes e tudo mais que corre nas veias de quem tem vida.

a quem interessar possa

What philosophy do you follow? (v1.03)

You scored as a Hedonism

Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.

“Eat, drink, and be merry, for tomorrow we die!”


More info at Arocoun's Wikipedia User Page...

Existentialism 90%
Hedonism 90%
Strong Egoism 65%
Justice (Fairness) 60%
Apathy 60%
Utilitarianism 55%
Nihilism 50%
Kantianism 45%
Divine Command 0%


rarararara.

eu já sabia.

Tuesday, March 11, 2008

o ópio das massas

os católicos que me perdoem (ou não - posso viver com isso), mas não consigo respeitar uma religião que é toda baseada em culpa. toda baseada em cochichar pecados no ouvido do padre, rezar, pagar a penitência, sentir-se perdoado e fazer de novo. e de novo. e de novo. não costumo cutucar esse tipo de assunto para que encham ainda mais minha caixa de emails e os meus pacovás, mas hoje foi impossível me conter. abri o jornal e estava lá:

"Contra o aborto, igreja usa réplica de feto durante missa

Foram confeccionados 600 bonecos, distribuídos nas 264 paróquias do Rio de Janeiro; ofensiva inclui também vídeos

Depois de exibição de imagens de aborto, jovens passaram mal; igreja afirma querer reforçar a defesa da vida desde a concepção
"

certo. eles proíbem anticoncepcionais, camisinha, fazem terrorismo com jovens para "reforçar a defesa da vida". quando elas entrarem em parafuso, enfiarem um arame de cabide ou um cytotec útero adentro e morrerem de hemorragia escondidas em algum banheiro infecto e frio, quem é que vai defender a vida delas? ou então quando elas tiverem um filho ou dois ou três aos quinze anos e surtarem e baterem neles todos e criarem monstros abusados e carentes, quem é que vai cuidar da vida deles todos? a IGREJA? isso eu queria ver.

esse foi o meu primeiro encontro com a igreja no dia de hoje, que já gerou tensão. mas aí eu cheguei em casa e vi isso aqui:

Vaticano divulga lista de novos pecados capitais




VATICANO. SEO PAPA. QUE CARA DE PAU! RIQUEZA EXCESSIVA? seriedade. é para doar a metade dos bens para a igreja imediatamente? qual é. não tem nem graça discutir isso. nem isso, nem o resto.

não sou uma dessas pessoas que maldiz deus & todos os santos. eu acredito em algumas coisas à minha maneira. só não acredito em instituições desvirtuadas, afundadas em políticas podres, burras, cegas e medievais. não consigo entender como alguém cai nessa. nem nessa, nem nas outras. eu podia terminar aqui dizendo que a religião provou realmente ser o ópio das massas - os caras inclusive estão com medo da concorrência e transformaram droga em pecado -, mas acho não iam entender a piada e eu ia acabar por receber uma visita da liga das senhoras católicas aqui em casa. sem contar que, como bem colocou meu amigo, quem usa ópio fica traqüilo. quem usa religião fica louco, agressivo e odiando os outros. acho que religião deve estar mais para crack do que para ópio. também não sei, nunca usei nenhum dos dois (dizem que tinha ópio na fórmula do elixir paregórico, será que é lenda?). ou melhor, nenhum dos três. prefiro ficar pacificamente no meu hippismo, obrigada. fiquem com esse deus aí VOCÊS.


 
 

TUDO TINHA MUDADO. Menos o que ficou igual.

  • Vida de gato
  • Das coisas esquecidas atrás da estante : esgotado, procure nos sebos!
  • Máquina de Pinball
schleder